[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva. (2024)

Analia

Desde que a jovem decidiu embarcar junto daquele grupo de Goblins fanfarrões, tinha em mente que seu objetivo era muito mais valioso do que as cantadas meia-boca que recebia vez ou outra. Os goblins estavam todos ouriçados, coitados, não estavam acostumados com tamanha beleza. Justo dizer que a máscara lhe dava um charme. Criaturas como esses baixinhos ficavam atiçados por qualquer coisa mais misteriosa, era como um engenho que lhes chamava atenção. Somado a desenvoltura e beleza do corpo de Analia, era quase como um tesouro a ser descoberto pelos baixinhos. Tudo isso só pra explicar o porquê de tanta bajulação desses Goblins desde o momento que Analia topou com eles, horas atrás, lá num dos barzinhos da Vila Bate-Estaca. Certamente que ela não se daria ao luxo de perder tempo com um grupo como esse, mas além das cantadas, ouviu entre uma conversa e outra - quando eles ainda estavam na mesa bebendo - que um tal Rookar os pagou muito bem pelo serviço. Serviço fácil até. Pelo que Analia com toda sua genialidade conseguiu identificar, esse grupo só teve de caçar um grupo de javalis com uma pele muito valiosa e levar então para o tal Rookar. E veja bem, a julgar pelo tilintar incessante das moedas de ouro na mesa, o pagamento foi mesmo recheado. Mais até do que aquele leitão que jazia repleto de mordidas no canto da mesa redonda. O grupo dos tais Goblins não passava de uns 15, mas deveriam haver outros, talvez perdidos por aí pela cidade. O fato é que, motivada pela necessidade de dinheiro, Analia se deixou levar. Geniosa, não precisou de esforço para convencer os Goblins a falarem mais sobre o tal Rookar. Ficou sabendo que era um Anão, vivia lá pelos lados do Porto Rangestaca. Ela podia chegar até lá andando por terra, mas demoraria muito.

" Ei, porque não levamos ela conosco? Estamos com a barcaça livre mesmo! Hahaha! " - Gargalhou um dos Goblins, erguendo o caneco.

Os outros concordaram quase de imediato, movidos pelo êxtase da pele de seda da elfa, que reluzia no olhar de cada um deles. Por estarem bêbados, nenhum deles se atreveu a tocá-la nem tomar alguma ousadia semelhante. Ficaram somente em galanteios, dos piores tipos e de péssimo calão. Qualquer um ficaria no mínimo enjoado com tudo aquilo. O fato é que com um pouco de lábia ela conseguiu driblar a excitação deles e colocar como prioridade o seu objetivo; ser levada até o Porto. Com escolta e tudo, vê se pode? Os anões todos concordaram, beberam por quase toda a noite até que caíram de sono, com a promessa de que seguiriam viagem no amanhecer.

Como prometido, o amanhecer logo chegou e logo em seguida, com todo o grupo sóbrio e bem preparado, escoltaram a jovem Elfa numa embarcação um pouco velha mas que parecia transmitir segurança justamente por isso. As madeiras pareciam boas pra conseguir aguentar todo aquele grupo de Goblins, apesar deles serem um tanto pequenos. A barcaça em si era cheia de apetrechos e bugigangas, parecia ter sido adaptada pelos próprios baixinhos. Tinha até uma espécie de engenho onde ao invés de remar, eles só precisavam pedalar. O grupo dividiu-se e eles pedalaram, tirando a barcaça do lugar e deixando aos poucos a vila para traz. Um deles tinha até um mapa, então a viagem parecia segura. O único problema mesmo era ter que aguentar aqueles galanteios, aquela conversa fiada, toda bajulação e mais algumas histórias de bêbados. Ao menos Analia chegou em segurança no porto.

E chegando lá, veja bem, não bastasse ter que aguentar os Goblins o caminho inteiro;

" Minha florzinha de Maçarandu, não quer que a gente te ajude seja lá no que você vai fazer? Rookar costuma entregar trabalhos que precisam de um homem pra se resolver, sabe? " - Propôs um deles, o mais carrancudo. Tinha um sorriso ridículo no rosto, parecia devorar as curvas de Analia com cada um dos dentes.

" Eu sou bem forte! Olha só! " - O outro já exibia os bracinhos, pequenos, mas até que eram bem torneados.

Um cochicho entre eles logo se transformou em uma algazarra e logo todos queriam disputar quem ajudaria Analia. Isso tudo antes mesmo de desembarcar. Estavam na fila, por assim dizer. Até pra isso era necessário esperar. Outra embarcação estava na frente, demorando pra sair. Se Analia olhasse com atenção - deixando de lado os Goblins - veria que essa outra barcaça despejava uma horda de Orcs, grandes, robustos. Todos estavam enfileirados e algemados, interligados por correntes. O condutor parecia estar por perto, mas não dava pra ver com exatidão, visto que Analia estava vendo tudo de traz da embarcação.

O fato é que não demorou pra começar uma barulheira também ali mais pra frente, bem onde os Orcs estavam saindo. Da posição em que a Elfa estava, não dava pra ver grande coisa. Ao menos serviu pra distrair os Goblins que cessaram a discussão somente pra entender o que estava acontecendo, iniciando outro cochicho. Curioso dizer que, a pote de madeira onde todos desembarcam, não estava muito longe. Estava voltada à esquerda da embarcação dos Goblins. O mar estava calmo, a barcaça estava firme, parecia sussurrar no ouvido da Elfa o que ela podia fazer...

Elsa

Para Elsa, as coisas pareciam mais fáceis. As Montanhas da Neve Eterna nunca lhe deram medo, pelo contrário, parecia ser um ambiente que lhe agradava e muito. Acompanhada então somente da neve, a mulher transformou o que devia ser uma trilha solitária no equivalente a um passeio no bosque florido e cheio de animaizinhos cantantes. No caso, os cantos eram do vento mesmo. Canto é até uma palavra que não se encaixa muito bem, eram mais como uivos. Mas esses uivos eram como música para Elsa, então pouco importa a definição.

O fato é que, dentre cantos e uivos, um som distou na imensidão branca. Chamava atenção. Aliás, difícil não chamar, os gritos e comemorações poderiam gerar uma avalanche na montanha com facilidade.

Não muito longe dali, passou o que parecia ser uma caravana. Sabe-se-lá como, os cavalos ainda estavam vivos. Bem, ainda não estavam em grande altitude, a neve ali ainda não era tão mortal, nem o frio, mas a julgar pela fragilidade dos animais, não durariam muito. Talvez por isso que estavam correndo tanto. As carroças trambicavam pra lá e pra cá, as rodas mais pareciam estar embebidas de algum tipo de encanto já que sempre que pareciam estar prestes a se quebrar, ou mesmo se desprender das madeiras, elas meio que se esticavam, retorciam, e voltavam ao normal. Mais parecia magia mesmo. E vai que não é? A dúvida vinha mesmo por conta do conjunto de fatores; não eram só as rodas, havia cantoria também, haviam tripulantes aparentemente malucos, festejando como loucos. Avançaram, avançaram, e quando mesmo com todo seu esforço Elsa fez por escapar, não teve êxito. A carroça por pouco não lhe atingiu. A segunda então, escapou por muita sorte. As demais continuaram seguindo seu rumo, e levando a cantoria pra além do horizonte e da neve. Da carroça que parou, centímetros a frente de Elsa, a porta se abriu de sopetão.

" Mas que moça linda eu vejo por estas terras! Abençoa meus olhos com teu sorriso, jovem dama! " - Cheio de si, o homem que saltou da carroça era baixinho, troncudo, a barriga volumosa parecia querer romper os botões de seu casaco a todo instante. Sua pele era clara, apesar de ser um pouco difícil ver com exatidão no meio de tanta neve, e de tantos casacos e luvas que ele usava. Ele desceu então mais dois degraus da carroça luxuosa que o levava e, tomando a mão de Elsa com suas delicadas luvas, pediu permissão para beijar a parte superior dela.

" Encantado, meu doce. Sou Altair, um jovem mercador que festeja junto dos colegas mais uma grande demanda de pedidos que nos feita, lá das bandas de Takaras. " - Explicou, cheio de entusiasmo.

Os demais, dentro da carroça - por volta de mais 3 ou 4 pessoas - cantarolavam a todo instante, e bebiam, e comemoravam. Dentre as conversas, falavam de dinheiro, muito dinheiro. Falavam de Rookar também. E Altair logo se apressou;

"Vamos, vamos, minha jovem. Não fique aí nesse frio. Junte-se a nós, embarque nessa viagem. Não te instiga a ideia de ter quanto ouro puder gastar com roupas quentinhas e muita bebida? Hahahaha!" - Gargalhou, puxando-a pela mesma mão que antes queria beijar.

Levou-a para a carroça então, com sua permissão é claro. E daí em diante, sucederam muitos dias de viagem. Elsa pode conhecer melhor estes mercadores, cada um especializava-se em um tipo de mercadoria. Tinha até vendedor de plantas ali. De bebida também, mandou dizer o mais alegrinho de todos. E no longo caminho ficou sabendo que Rookar era um anão conhecido lá pelas bandas do Porto Rangestaca. Isso porque ele não mede esforços para conseguir o que quer. E paga bem por quem se oferece a fazer. Os mercadores que o digam, festejavam com todo ouro que podiam, já que ao chegarem lá, venderiam suas mercadorias e ganhariam ainda mais ouro. Altair, ainda assim, advertiu;

"Só tome cuidado, jovem donzela. Para Rookar, os fins justificam os meios. Ele não se importa com o que vai te acontecer, desde que você traga o que ele quer." - Suas palavras saíram com certa apreensão. Ele parecia mesmo preocupado com o que podia acontecer com Elsa.

O fato é que a viagem logo passou, a jovem logo foi deixada nas imediações do Porto, e por muita sorte, não teve que encarar fila no desembarque como uns e outros. Contudo, não escapou das mazelas daquele lugar; assim que pisou no solo mal acabado das ruas, deu de cara com uma algazarra de pessoas. Corriam pra lá e pra cá, gritando; "Orcs! Orcs!". E ao mesmo tempo, o pessoal que caminhava do outro lado da rua, continuou a seguir como se nada tivesse acontecido. A zona era tanta que era difícil dizer se os avisos sobre tais Orcs eram mesmo verdadeiros. Altair desceu logo em seguida, apressado.

"Muito bem, querida. Aqui nos despedimos. O balcão onde você vai encontrar Rookar fica logo no fim dessa viela, virando à direita. Entendeu meu doce? À direita!" - Frisou, olhando-a nos olhos.

Não esperou nem mais um instante, subiu na carroça junto dos companheiros e partiu, deixando a moça sozinha mais uma vez. E, não muito longe dali, se Elsa prestasse um pouco de atenção e com certo esforço de concentração pra compreender tudo, veria o motivo daquela algazarra de pessoas; um grupo de Orcs. Corriam desesperados, 3 vinham na direção da rua em que Elsa estava, mas demorariam um pouco pra chegar até ela. Um outro tentou pular na direção da outra ponte, mas ele parecia tão grande e gordo que certamente afundaria a ponte consigo. Isso é, se conseguisse chegar até o outro lado naquele pulo. Os demais, tropeçavam uns nos outros numa espécie de fileira que se desorganizou por completo quando um buraco na ponte se fez, derrubando alguns deles. Uma outra criatura, na descida da embarcação, logo correu pra acudir os orcs, ou seria repreendê-los? Difícil dizer. Ao menos não estava mais tão frio quanto outrora, não havia tanta névoa, só aquela multidão de pessoas, acontecimentos estranhos e um empasse de escolhas para Elsa.

Vincent

Acontece que, lá pro lado Norte da ilha, numa Taberna muito conhecida, Vincent recebeu uma proposta no mínimo esquisita. Mas é melhor irmos por partes...

Começou com uma invasão de umas criaturas selvagens. Luta pra cá, quebra-quebra pra lá, tudo como de praxe numa Taberna. Com direito a bêbados tomando uma sem nem perceber que o caneco tava quebrado por causa da pancadaria. Mas bêbado é mesmo uma criatura engraçada. O fato é que, no fim da pancadaria, quando as tais criaturas foram detidas, um caçador veio tirar o couro dos bichos. Não parecia muito justo já que ele sequer tinha lutado. Um dos que lutou contra a criatura era um Anão. Começou um bate boca, mas anão que é anão resolve as coisas de outra maneira. O baixinho barbudinho logo puxou duas machadinhas e deixou bem claro que não tava afim de papo. O caçador recuou, não parecia ser do tipo que queria uma briga desnecessária, ele só queria o couro do bichinho, tadinho. Tentou argumentar, o Anão não deu ouvidos. Uns bêbados começaram a jogar lenha na fogueira, como se quisessem mesmo ver o circo pegar fogo. O anão perdeu a paciência e foi pra cima, até que o caçador falou que o anão lembrava um tal de Rookar. O baixinho então falou em tom de surpresa;

"Você conhece aquele corno meia-barba?! " - e logo não deu outra; os dois foram beber e contar histórias a respeito do tal Rookar.

Vincent ouviu de longe e ficou sabendo que o tal Rookar era também um anão. No caso, ele costumava contratar gente pra fazer uns servicinhos rápidos. E olha só, a história não para por aí. Como ele já era conhecido por isso, não era preciso fazer nada as escondidas. O único problema é que esse tal Rookar vivia lá em Takaras, num tal Porto Rangestaca. É, o passado voltou a bater na porta de Vincent. Mas o dinheiro parecia soar tão convidativo, que nem mesmo o receio de encontrar alguma sombra do passado lhe impediu de chegar perto e perguntar mais sobre o tal anão.

" Ora, ora, temos um novato aqui! Hehehe!" - respondeu o caçador, em tom de deboche. Aquele sorriso libidinoso que rasgava sua barba rala no rosto deixou um ar de desconfiança. E então o anão ao lado dele logo se pronunciou, batendo o caneco de bebida na mesa.

" Arrrrh! Deixa o pirralho! Ele precisa mesmo conhecer o Rookar se quer virar homem de verdade! Gastar umas douradinhas pra beber umas, né não ôh guri? " - o anão parecia mais escrachado. Talvez por conta da bebida, já estava no 7º caneco.

O caçador então gargalhou e se apressou em prosseguir com a tal proposta esquisita de que tínhamos falado antes;

" Seguinte pirralho. Ta vendo aquele couro ali? É de lobisomem. Eu só vim aqui pra buscar esse couro, mas eu não fui o único. Eu fui seguido e, se eu sair agora, vão saber que estou levando essa belezinha aí. Então eu preciso que você leve esse couro pro Rookar na minha carroça, e deixe a carroça com o anão também, entendeu? " - Propôs.

E, antes que Vincent pudesse cogitar a ideia de roubar a carga para si e levar a carroça junto, o caçador comunicou que aquele anão fanfarrão ali do lado também ia junto. Eles partiriam durante a noite mesmo. O anão concordou, já que queria ver Rookar - um velho amigo - já faz tempo. Aceitando o convite do caçador, Vincent seria conduzido até a carroça e os dois passariam alguns dias no caminho rumo a Takaras, até chegarem no tal Porto Rangestaca.

Ao menos no caminho, Vincent ficou sabendo mais sobre o tal Rookar. Um anão que paga muito bem pelos serviços, mas que não se preocupa com a segurança dos homens que contrata. Ele só quer resultados, e o dinheiro faz valer a pena cada um deles. Tusk - o anão que o caçador colocou pra ir junto na viagem - também contou que recentemente, Rookar estava precisando de gente pra ir atrás de um roubo de mercadoria. Umas armas que ele tinha encomendado de uns mercadores do sul de Takaras e que foram roubadas antes mesmo de chegarem ao porto. Mas as informações eram pouco detalhadas, Vincent só ficaria sabendo de tudo mesmo pela boca do próprio Rookar. Ao menos Tusk foi uma boa companhia durante a viagem, contou de histórias de batalha, de elfas e ninfas maravilhosas que conheceu durante a vida, e muitas outras coisas mais. Nada relevante, no caso.

O fato é que, chegando no tal Porto Rasgapele, enquanto passavam por uma das muitas vielas, Vincent reparou que ao longe lá pra direita, acontecia uma espécie de algazarra. Mas tinha tanta gente que era difícil ver. No decorrer do caminho também, logo as casas e comércios foram tomando espaço e a algazarra ficou para traz. O que passou a lhe chamar atenção mesmo foi uma cantoria por ali nas redondezas da área residencial.

" Arg! Esse maldito! Continua vomitando essa porcaria que ele chama de musica pelos cantos do Rangestaca." - esbravejou Tusk, ainda guiando a carroça com o tal couro de lobisomem dentro.

Referia-se a tal cantoria que Vincent escutou. O dono da voz era estridente, mas pouco dava pra se compreender do que ele cantava, talvez por conta do barulho das rodas da carroça que atrapalhavam bastante. Aos poucos o cantor foi ficando para traz, e em cerca de alguns minutos, a carroça chegou no destino desejado; um balcão velho.

"- Ei, Rookar, seu corno! Ta por aí?" - Gritou Tusk, amarrando os cavalos em algum lugar e descendo da carroça. Sua voz ecoou pelo balcão. Não demorou para ser respondida por uma outra voz, mais rouca e grave que lhe dizia;

"- Se não me falha a memória, não foi eu que perdi minha Elfa pra um almofadinha humano, tsc! " - Retrucou.

Tusk iniciou uma série de resmungos e cochichos como se amaldiçoasse o mundo inteiro, mas essa história ficou nas entrelinhas. Agora Vincent teria chegado ao tão esperado local, bastava guiar-se na meia-escuridão do balcão para encontrar Rookar lá no fundo, no meio de um monte de tralhas, livros meio rasgados, comida de algumas semanas atrás pelas mesas, ferramentas penduradas por todos os cantos e mais um monte de coisa que nem dava pra identificar direito. Rookar era bem como lhe foi descrito; baixinho, troncudo, e aquela meia-barba raspada ou queimada, sabe-se-lá dizer. Um olhar meio cansado, desinteressado, e uma corcunda também. Saberia Vincent dizer a que veio?

Obs:
[Clássica] Camarão que dorme, a onda leva. (2024)
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Name: Van Hayes

Birthday: 1994-06-07

Address: 2004 Kling Rapid, New Destiny, MT 64658-2367

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Job: National Farming Director

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Introduction: My name is Van Hayes, I am a thankful, friendly, smiling, calm, powerful, fine, enthusiastic person who loves writing and wants to share my knowledge and understanding with you.